quinta-feira, 27 de setembro de 2012

São Cosme e São Damião




"Nós somos dois irmãos, unidos pela fé e pelo coração; nem a morte do corpo nos separou. Nascemos e morremos para a vida terrena, unidos. Nós não tínhamos vícios, nem vaidades; tínhamos apenas sonhos de crianças; de crescer, ajudar, e ter a chance de mostrar para o mundo que a vida não é só a da terra. 
Mostrar que além da grosseira matéria, existe um Ser Supremo, que a tudo vê e coordena. Mas não nos deixaram. Mancharam as mãos com sangue, e desde remotas eras, que muitos matavam por ganância. O tesouro maior para eles eram as riquezas materiais. Pedras preciosas e ouro foram os vilões que fizeram muitas vítimas; tanto quanto as terras, como até os dias de hoje, continuam fazendo.
Amontoam bens na vida terrena, como se isso fosse eterno, como se esses bens fossem durar para sempre. Esquece-se que a morada terrena é breve e passageira, e que só existe uma morada eterna, que é a de nosso Pai. 
As coisas conseguidas aqui, aqui ficam; até nosso corpo carnal fica apodrecido nas profundezas da terra, que é a alma do mundo. 
E para que também se cumpram às escrituras: "Nasceste do pó, e ao pó voltarás". 
Portanto, nada vai para o alto, além do bem maior que é a fé, o amor incondicional e a caridade, bálsamo aos olhos do Criador e alívio às mazelas do espírito.
Mas o que podemos fazer, se todos no planeta, em um só conjunto, acham que as riquezas terrenas é que são eternas, verdadeiras e duradouras? 
E que por elas matam, enlouquecem, brigam e excomungam a quem quer que seja. 
Pode ser o mais chegado parente de sangue que, em se tratando de bens, perde qualquer laço que o ligue a outrem. Esquece-se que a maior riqueza é da alma, e que o maior e mais durável tesouro é a fé. A fé, maior riqueza que a tudo resiste. 
Nem a traça, nem a ferrugem corroem. É a mais bela riqueza interior; enquanto que as belezas da carne são volúveis e feias, e quanto maiores os enfeites, menos belos ficam seus corpos; e mais feios, os seus espíritos.
A beleza interior é forte como as águas do oceano, e quando ela aflora é bela como as estrelas no céu, doce como o canto dos pássaros, num campo florido, irradiando a sua beleza a quilômetros de distância.
A beleza eterna é assim: Brilha mais, quem não quer brilhar;
Quando se quer, mais o brilho ofusca, se apaga.Quanto menos se quer, mais se brilha, se aparece; E quanto mais se quer ser lembrado, mais se é esquecido; 
E quanto menos se quer ser visto mais se é. 
É assim a beleza dada por nosso Pai. 




São Cosme e São Damião, por Margaret Souza.
 Mensagem recebida no dia 17 de julho de 2005. Às 03: 45h da manhã. 





Paz e Luz!  




 

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