terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Yule, o Solstício de Inverno


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Esta grande celebração marca os primeiros dias do Inverno ( no hemisfério Norte), a noite mais longa do ano, e consequentemente, o nascimento de um novo Sol que iluminará a Terra no próximo ano. Yule é uma festa que nos chama a atenção  para o nascimento de várias deidade pré-cristãs, principalmente, Dionisios, Átis e Odin. Sobre o plano do cristianismo, o nascimento do Cristo correspondente este período.
Em quase todas a culturas e religiões, o solstício de inverno marca a abertura de um período de festividades mais ou  menos longa, e é compreensível quando se considera que nossos ancestrais  viviam segundo o ritmo das estações e duração do dia. Para eles,  era um elemento essencial que guiava sua vida, em primeiro lugar porque  a chegada do solstício indicava o nascimento de um novo ciclo solar, de dias cada vez mais longos e alegres. Era uma ocasião para  festejar e se alegrar! É bom lembrar que nesta época do ano era um período em quase ninguém trabalhava nos campos, nas lavouras...

Nos tempos remotos,  os adoradores do Sol acendiam enormes fogueiras para ajudar e assegurar o renascimento deste astro. Um mundo obscuro, onde nada germina e cresce era algo apavorante. Mais tarde, se acrescenta  a esta tradição o nascimento de diferentes deuses, e com o tempo, as fogueiras exteriores  deram  lugar a apenas a tradição de acender uma pequena fogueira  de carvalho no átrio da morada.
Uma das ervas associadas à Yule é o Visco, planta sagrada  para os Druidas que  cortavam com a ajuda de uma serpe, uma faca especial em cobre em forma de um corno de cervo. Ao que parece, esta tradição se originou na Grécia aonde o Visco representava os orgão genitais  de Zeus, e seus frutos brancos  as gotas de seu esperma. O Visco cresce sobre o carvalho, árvore dedicada ao deus grego. Quanto à tradição de compor a decoração natalina com coníferas, data da época matriarcal onde as sacerdotisa adicionavam às oferendas  dedicadas aos deuses, ramos de pinho para representar a Lua, o Sol e as Estrelas em seus santuários.


No tempos antigos também existia o costume  de trocar de presentes no decorrer deste período. Na Idade Média, as festividades duravam uma média de 12 dias, enquanto que as Saturnais romanas ( entre 14 e 17 de dezembro) se extendiam por um período de 7 dias.
Uma das maneiras  mais interessantes de celebrar o Yule consiste em decorar uma árvore. Tudo é permitido! Sobretudo, as representações de estrelas e luas. Nos nossos dias atuais, podemos fazer a decoração de uma árvore em nosso ritual e assim fazer que todos da casa participem!
Yule é um tempo de alegria e contentamento. Paz na Terra aos homens e mulheres de boa vontade é uma crença  que unifica todas as religiões e povos.

Deidades para celebrar ou invocar

Lucina: deusa romana dos mistérios da Lua.
Odin: deus da fertilidade.
Dionisios: deus grego do vinho e das libações.
Wotan: deus germânico.


Yule Comments & GraphicsNa decoração do altar podemos incluir o visco, o azevinho, ramos de coníferas, velas representando o Papai Noel, presentes lindamente decorados com fitas. As flores apropriadas são as poinsétias, rosas vermelhas e brancas, enfim, a própria decoração de Natal é bem vinda.


Símbolos e correspondências

Incenso: cedro, pinho, abeto, alecrim.
Árvores: carvalho ( para a fogueira), coniféras.
Flores: poinsétias, rosas brancas e vermelhas, cactus de Jerusalém.
Cores: dourado e prateado.
Velas: verdes, vermelhas, brancas.
Pedras: olho de tigre, rubi.
Planeta: Júpiter.
Carta do Tarot: Temperança,  Arcano Maior 14, que nos remete à moderação, equilíbrio, harmonia e alegria.















Alimentos tradicionais

Como é um festival que dura vários dias, algumas extravagâncias são permitidas ( só algumas!). 
No decorrer das festividades, a maçã é uma fruta considerada sagrada e tudo dela  é bem vindo, portanto, a cidra era e continua sendo  uma bebida própria para esta ocasião.
O gengibre  e demais especiariais ocupam um lugar de honra, pois não podemos esquecer que na Idade Média, ele valia ouro! Uma versão moderna dos pães dos tempos antigos, o famoso panetone, feitos a partir de frutas secas e especiarias que apareciam somente nos banquetes dos nobres. Biscoitos também fazem parte dos comes e bebes. À esta época também, o açúcar era muito caro e o mel difícil de se conseguir.  Fazer biscoitos em forma de estrela, lua, sol e animais, é dá continuidade a um costume da Pré-história! Arqueólogos têm descoberto bolos petrificados em forma de estrela ou de lua, ou ainda portando a  imagem de deidades em tumbas datando desta época.




E claro, não podemos esquecer do aniversariante do mês: nosso Mestre Jesus!



 
Que tenhamos todos um abençoado Yule, Paz e Luz em nossas festividades!







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