sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mabon, o Equinócio de Outono



 Hoje festejamos o Equinócio de Outono, também conhecido como Maponos, Maponus, Alban Elfed, Harvest Home e Winter Finding. Mais uma vez durante o ciclo das Eras, nos encontramos em um estado de equilíbrio entre o tempo de duração do dia e da noite: o Sol ao atravessar o Equador  se dirigindo para o sul, anuncia tanto o fim dos dias longos e quentes do verão como o início do tempo frio e tranquilo do inverno. Nos confrontamos com a verdade Universal da vida, da morte e da reencarnação.
Como é o segundo dos três festivais de colheita, Mabon marca o fim desta que começou durante  Lughnasadh É uma festa de agradecimento à Deus Pai- Mãe pela abundância da Terra durante esta época, de  grande contentamento, de grandes mudanças: um momento entre os dois mundos, uma vez que lamentamos o fim de algo e nos sentimos plenos, a colheita foi abondante e temos a certeza de que a Mãe Natureza retém a Luz em seu seio e que a Roda do Tempo gira incansavelmente, pois como o tempo é circular, jamais haverá um fim, mas um recomeço infinito. É um momento de pausa para regenerar e  nos preparar para as nossas próprias "colheitas pessoais", acumulamos as experiências do ano que se passou, assimilando e incorporando à nossa vida aquilo que a vida nos tem oferecido. Não podemos mudar o passado, mas podemos utilizá-lo com discernimento para que se torne um ótimo guia para as ações futuras.

Celebramos  a história  de Mabon ap Modron, o filho da Mãe Terra, Filho da Luz, que vive no seio de sua mãe, as Profundezas, um lugar de desafios, de renovação. Assim como a Luz é absolvida pela terra, fortalecendo-se e adquirindo sabedoria, para se tornar um novo grão de Conhecimento, Mabon retornou ao ventre de sua Mãe. Então, o inverno começa, a terra protege os frágeis grãos que durante toda a estação fria  serão guardados em seu seio para que possam renascer.

A data do Equinócio pode variar de um ano a outro, mas em tempos antanhos sabemos que os camponeses europeus não o festejavam na data precisa do fenômeno, mas em uma data fixa, 25 de setembro, uma festa que a igreja medieval católica cristianizou sob o nome de Michaelmas, em honra a São Miguel Arcanjo. Dizem alguns historiadores, que a Igreja Católica quiz separar o ano em quatro partes e dedicá-las aos quatros arcanjos. Alguns documentos se referem aos Equinócio da Primavera como Gabrielmas, em comemoração à anunçiação que o Arcanjo Gabriel fez à Nossa Senhora.
Naturalmente, os povos celtas não se baseavam em calendário e por isso festejam a data  do crepúsculo ao nascer do Sol, ou seja, Mabon começava no dia anterior, na noite do dia 24.

Por outro lado, Mabon está relacionado à outro mito: no fim de um verão, um dia  Hades, deus do reino dos mortos,  se deparou  com Perséfone colhendo flores e por ela se apaixonou perdidamente que lhe sequestrou, levando-a para seu reino. 
Sabendo do desaparecimento de sua filha, Deméter, a deusa das colheitas partiu em sua busca, e como não a encontrava em nenhum lugar, sua tristeza e desespero foram tamanho que as flores, árvores e todas as plantas se degradam, o solo se torna infértil... Os deuses do Olimpo, impotentes diante a este drama e respondendo ao socorro dos humanos, conseguiram chegar a um acordo com Hade para o retorno de Deméter: ela passaria 6 meses com sua e outros 6 meses com ele. Assim, durante 6 meses do ano, a natureza manifestaria sua aflição e portanto nada cresceria sobre a terra... até que ela voltasse do Mundo inferior.

E como já foi dito, é uma celebração centrada sobre a meditação e instropeção. Todos os rituais de consagração  e de dedicação são de rigor nesta data.

Decora-se o altar com cones de abeto e de pinha, folhas secas. Os legumes da estação - cenoura, beterraba - também são bem-vindos; tranças de alho e cebola; uvas e maçãs.




Símbolos e correspondências 


Incensos:  lotus, cipreste, cravo, sândalo.
Árvore: macieira.
Flores: crisântemo, cravo.
Cores: marrom, laranja, amarelo.
Velas: na cor laranja, verde escuro. amarelo.
Pedras: ágata, cornalina, citrino.
Planetas: Mércurio.
Arcano do Tarot:  Arcano Maior 9 - O  Eremita.
Influência: inteligência, saber oculto, introspecção.


Pratos para degustar nesta data


Como é um tempo das colheitas, da vindima ( colheita de uvas), todos os produtos da terra e seus derivados são consumidos em abundância, e ainda  podemos armazenar alguns alimentos antes da chegada do inverno.


A maçã é considerado o alimento sagrado desta celebração, e nas Américas acrescentamos o milhos.



Desejo a todos um abençoado Mabon!
 
 







Paz e Luz!

Nenhum comentário:

Postar um comentário