domingo, 12 de junho de 2011

O Chamado da Deusa

Nesta canalização, o mestre Djwal Khul fala do significado da energia feminina - a Grande Deusa ou Mãe do Mundo -   da função cósmica  da sexualidade e do que o equilíbrio entre masculino 
e feminino trará a espécie humana terrestre.







O primeiro culto da humanidade foi ligado à Deusa Mãe, que se manifesta de várias formas: Ísis, Vênus, Ishtar, Iemanjá, Maria Kwan Yin, Athenas e tantas outras. Todas as deusas com esta gama variada de nomes manifestam os atributos de uma só, a Mãe Universal, que é mais conhecida entre os humanos como Grande Mãe ou Grande Deusa.

A Mãe Universal é a energia da matriz cósmica moldando-se a vários planos de manifestação, influindo diretamente na aplicação do plano divino sobre a Terra. Não se restringe a um ser  manifestado como individualidade. Irradia a energia criativa dando inteligência e adaptabilidade à matéria, impulsionando o propósito da existência. Em um primeiro instante, é o poder da Vontade Suprema ajudando a conceber a forma, seguindo um padrão arquetípico já delineado. É resultado da energia  do amor, típica dessa manifestação, num movimento de coesão e agregação de partículas eletrônicas. É o movimento das  pequenas particulas de luz que se juntam, dando formação à matéria, obedecendo às forças da atração. Da mesma forma, depois que a matéria mais densa já experimentou o programa por ela traçado, manifesta-se  a sutilização, através das forças de expansão e dispersão. 




Pelo mesmo poder de vontade, a Mãe Universal descompacta a matéria, fluidificando-a para seguir rumo a outros estágios evolutivos. Durante a experiência material, o intuito dessa energia é despertar o amor em toda a sua capacidade, pois ele se torna o elo de ligação entre matéria e  espírito induzindo à experiência, a padrões espirituais  mais elevados. Assim é ativada a capacidade criativa do ser, que é inundado pela luz da Mãe Universal. Esta vai penetrando em todos os átomos, interferindo em sua rota habitual, conduzindo-os a penetrar nos mundos interiores de consciência superior. O movimento dessa energia produz a dissolução das ligações  da essência com a forma, rompendo aos poucos as ligações de um passado distante, dissolvendo o campo de ilusão a que a matéria física  se submete.
É chamada de Espírito Santo no cristianismo.


Da mesma forma, planetariamente, essa matriz cósmica manifesta-se  como a consciência da Mãe do Mundo, cujo o significado é Kundalini da Terra, ou seja, a força que dá movimento à vida material. É a inteligência que desperta dentro do ser, rumo ao infinito, ativando o conhecimento  do Espírito que é representado pelo símbolo de uma flor. Esse conhecimento vem de dentro e não pode ser evocado pelas forças externas: como uma flor, ele brota na hora determinada! Toda a vida terrestre e humana tem ligação direta com essa consciência, que sintetiza a energia dos raios, e possui o poder de moldar a matéria, purificando, aperfeiçoando e sutilizando-a, para que possa expressar ordem, harmonia e beleza. A consciência da Mãe do Mundo tem estreita ligação e encontra ressonância com alguns locais sobre o planeta Terra, os quais manifestaram e ainda manifestam suas energias, através do arquétipo da Virgem Maria e todos os nomes a ela atribuídos. Por isso tantas imagens de Maria e tantas outras deusas são  projetadas em todos os cantos do mundo.


A mulher Maria, que desempenhou a função de mãe de Jesus, foi a manifestação física pontencializada da irradiação da Mãe do Mundo, ajudando a formatar o arquétipo primordial da polaridade feminina do Universo Criador sobre o planeta. Deixou engendrada na história da humanidade sua experiência de amor e entrega, como mãe resoluta e serviçal. Portanto sua experiência como mulher embora ainda oculta da maioria dos humanos, foi igual à de todas as outras mulheres do mundo. A única diferença é que seu filho marcou profundamente a história da humanidade e portanto, um véu de  castidade envolveu sua imagem, assim como envolveu a imagem da mãe de Buda.




Muitas coisas não são reveladas, mas a arqueologia mostra e comprova essas evidências  pelas estátuas, vasos, amuletos e outros tantos objetos com imagens e formas femininas, que no princípio eram utilizadas para reverenciar a Grande Deusa. Assim, a magia e o encantamento, o culto ao sagrado e divino eram manifestados com amor e respeito, equilíbrio e harmonia. 
A sexualidade, o nascimento e a maternidade eram honrados e as mulheres eram respeitadas
como doadoras da vida, da mesma forma que ainda hoje o são em culturas indígenas preservadas.

Com o passar do tempo, o culto intenso ao patriarcado fez a deusa silenciar, trazendo um impacto desmedido que se arrasta até os dias atuais. As próprias mulheres deixaram-se influenciar por este contexto, perderam a sua feminilidade, interferindo até mesmo nos ciclos lunares de menstruação. Seu lado masculino (yang) tornou-se tão forte que gerou desequilíbrios internos. Mas, a Deusa, com imensa sabedoria, fingiu dormir à espera do seu renascimento, enquanto com sua mão oculta continuou tecendo o manto da luz sobre os que a invocam. Como tudo está em constante movimento, voltando ao mesmo ponto, eis que o macho clama pelo retorno da fêmea. O equilíbrio do Universo se faz pela união do masculino e do feminino. Este é o momento.

As evidências são claras, a Grande Deusa se levanta, pois escuta o gritar  daqueles que oram e pedem ajuda, e se mostra em todos os cantos. Os acontecimentos marcam experiências fortes em muitas mulheres que se identificam com a Mãe do Mundo ou a Sacerdotisa Maior dos templos da unificação planetária. É sabiamente importante a identificação com essa energia: seja na sacerdotisa, santa, rainha, deusa ou bruxa, todas traduzem a essência da Grande Mãe. 








 A sensibilidade feminina está sendo convocada a aflorar, limpando e fluidificando as amarras impostas por algumas civilizações que utilizavam o poder masculino como a força sobre a Terra.

(...) É preciso desmistificar o poder feminino que está ancorado no interior das mulheres. 
Há uma necessidade urgente de redemodelagem  e de perceber que as dificuldades nos relacionamentos com os parceiros de vida estão em crise porque a docilidade e receptividade feminina estão esquecidas.Tanto no homem quanto na mulher, é imprescindível resgatar a passividade, o movimento e a energia da pureza que foram deixadas pra trás. A sensualidade está travada pelos preconceitos, embora pareça solta, desgovernada, o prazer embutido, e o corpo está ressentido a  falta do sexo prazeroso e libertador da luz da divindade interna.
A sexualidade é uma atividade orgância normal dos corpos físico, mental e emocional, devendo ser compreendida em todas as suas manidestações. Neste tempo, os casais estão sendo chamados  para se unirem no amor e no prazer de compartilhar sua união sagrada, elevando as frequências vibratórias a níveis superiores de energia.

Mulher, a você é dada a oportunidade de ajudar na liberação da energia de inteligência do planeta, a assim chamada Kundalini. Essa energia é a Mãe do Mundo na Terra, o aspecto feminino do Criador. Somente o aspecto feminino pode conduzi-la amorosamente  à liberação  em todo o seu esplendor. O corpo da mulher incorpora a  energia da Deusa todas a vezes que se entrega ao amor com consciência do sentido sagrado desse ato. O homem receptivo a ela recebe a vivificação deste aspecto feminino, fazendo com que o casal transcenda os limites da consciência humana. Uma  relação sexual assim vivida, despretensiosa, amando e vibrando no êxtase, sem disputa de poder, coloca-os como complementos divinos e, na unidade de sensações, vibram transcendendo o físico, alinhando-se no orgasmo cósmicp de seus corpos espirituais, na androginia perfeita, em que  duas libélulas fundem-se no amor pleno.
É  neste instante de perfeita interação e plenitude que os portais da memória planetária (akasha) se abrem, como tênues fios dourados de vertentes de luz, que ambos, homem e mulher, recebem a grande revelação da luz supra-consciente.

As separações entre os casais estão ancoradas na falta de entrelaçamento das duas energias primordiais do Universo. Quando o lado masculino usurpou o poder, afastando a Deusa do contato com a Terra, a escuridão se fez na mente humana. A mente racional assumiu o controle, deturpando o verdadeiro sentido de todas as coisas. Apagaram-se assim as estrelas do céu da consciência, para dar espaço aos fantasmas das sombras que tentam invadir o coração do ser humano. E assim arrastados pela a ilusão do poder, perdem o referencial, instalando a doença da incredulidade, na ignorância dos desejos mundanos.

Aqui fazemos um chamado que conclama à unificação daqueles que acreditam na possibilidade de enfrentar as diferenças pessoais, vencendo a barreira do orgulho, para unir-se em contemplação. Aqueles que são capazes de ouvir o chamado da Deusa recebem uma benção de seus anjos de luz. É tempo de unificar e não separar. Aos poucos, os primeiros vislumbres deste despertar mostram que o homem e a mulher estão aos poucos assumindo o papel cósmico, assim como os símbolos, Adão e Eva ( raça - raízes), descobriram o sagrado no primeiro instante  em que se tocaram, entregando-se ao amor pleno. Eles copularam despretenciosamente  e, integrados, tornaram-se  a partir daquele instante responsáveis por si mesmos, libertos do domínio dos espíritos da raça, que esperavam pacientemente aquele acontecimento. Dando conta disso, souberam que a nudez era a revelação da totalidade de sua sacralidade. Estar nu é estar consciente da divindade em toda  a sua manifestação.




Adão e Eva representam simbolicamente a manifestação do homem e da mulher sobre a face da Terra, não como  dois indivíduos, mas raças raízes que, como macho e fêmea, descobrem a interação das energias do masculino e feminino. Este acontecimento explica a separação dos sexos acontecidas nos tempos lemurianos, que nada tem a ver com promiscuidade incutida na literaturas sobre este período. Nos bastidores do plano divino para o planeta Terra, a genética desempenha papel fundamental no aprimoramento das raças e espécies que aqui se dispuseram vir para formar o homem completo, somatória da união das 12 principais raças estelares que ainda estão sobre este planeta.

O pecado original incutido em toda a humanidade nada mais é do que a maneira mais lógica de evitar o acasalamento entre homem e mulher, porque se assim o fizerem na plenitude de entrega no amor, a Kundalini, ou seja, a Mãe do Mundo se manifestará, revelando os mistérios sagrados. Desta forma, eles estarão novamente livres do domínio do campo da ilusão. 
Quando se sabe, deixa-se de buscar fora o que  sempre esteve dentro de cada indivíduo, portanto não precisam de condutores.

Desta forma, cada mulher terá sempre, assim como Eva, a tarefa mais difícil, mas também a mais gratificante:  criar o novo mundo, fundamentado no amor da Sacerdotisa Maior, a Grande Deusa, que rege em seu movimento a dança do equilíbrio e da plenitude, no gozo da união entre o céu e a terra, que copulam na interação de espírito e matéria.
Eva, reprensentante viva de todas as mulheres, sentiu a vibração da serpente de fogo em seu corpo e quiz compartilhar  isso com seu companheiro, e porque sabia,  executou a tarefa de abrir os portais da sabedoria maior.

É exatamente agora o momento de plenitude em que a serpente ígnea, a energia psíquica (Kundalini ) subirá pela coluna, espiralando-se, usando esse poder inteligente para alcançar a iluminação e vencendo a treva da ignorância. O levantar  da Deusa mudará os padrões de sociedade, transformará  as crenças da mente racional e os preconceitos deixarão de existir. 
É preciso coragem para quebrar esse encantamento, evitando usar o sexo para disputa ou manipulação. Deixem de lado as técnicas, usem a sabedoria  interior  expressando o sentir, aprendam com as próprias sensações. Utilizem harmoniosamente todos os arquétipos disponíveis para o crescimento, personificando as mulheres guerreiras, as santas, 
as feiticeiras, as místicas e tantas outras. Assim serão capazes de enfrentar todos os obstáculos, vencendo as fraquezas, superando todos os momentos difíceis, trazendo a  harmonia de volta. 
Quando o homem da Terra aceitar que vive na realidade virtual da vida terrena, ele aprenderá a usar as energias masculina e feminina de forma mais coerente e equilibrada, assim como era no princípio.


No templo da Mãe  do Mundo somente sentará uma mulher. 
Sua mão vem traçando suavemente um tênue fio de luz que nunca se interrompe. 
Ela aguarda pacientemente  o momento.



Djwal Khul


Canalização: Marizilda Lopes - 20. 11. 2006








Paz e Luz!










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