domingo, 27 de março de 2011

Uma só Aromaterapia, diferentes abordagens...



Que os óleos essenciais, substâncias vitais da planta, são conhecidos e utilizados por suas propriedades benéficas sobre o corpo e  o espírito,  isto já sabemos. Contudo, existem inúmeras formas de uso dos mesmos, como então "construir" seu próprio método aromaterápico?

O "Ser Humano" está no centro da Aromaterapia, portanto as três abordagens que apresentaremos se definem de acordo com a maneira que é visto este Ser.

Aromaterapia Científica

O uso clássico reconhecido pela Escola Francesa de Aromaterapia ( Dominique Baudoux, Pierre Franchomme) é uma abordagem bastante cartesiana que se baseia na composição química dos óleos essenciais, classificando-os em função de sua natureza química. De acordo com inúmeros pesquisas,  ensaios clínicos, as atividades farmacológicas e toxicológicas  são atribuídas à cada molécula que constitui o óleo essencial. 
Assim, a aromaterapia científica leva em consideração tanto a atividade dos componetes majoritários presentes no óleo essencial como também a sua sinergia. Por exemplo, a presença de 1,8  cineol (eucaliptol)  entre os componentes majoritários de um óleo, podemos concluir que este possui propriedades expectorantes, descongestionantes ao nível respiratório. E se o cineol vem acompanhado de uma concentração de terpineol, este óleo é dotado de propriedades antivirais reforçadas.
Esta abordagem nos parece bastante matemática, complicada, mas não é nada comparado à complexidade dos óleos essenciais ao nível de sua composição. Ainda que muitas pesquisas já tenham sido realizadas em várias partes do mundo, nos permitindo saber um pouco mais sobre as propriedades terapêuticas dos óleos essenciais, estamos ainda distante de decifrar todos os segredos que escondem este "líquido vivo" que a Mãe Natureza  nos oferece gratuitamente.


A Aromaterapia - Olfatoterapia 


Está é  a abordagem  que podemos encontrar principalmente na literatura da  Aromaterapia inglesa.
Aqui, o óleo essencial é definida como um conjunto de substâncias voláteis aromáticas que serem inaladas pelo nariz e captadas pelos receptores olfativos, vão agir sobre o  nosso cérebro, numa ligação direta com nossa memória e emoções (sistema límbico). Desta maneira, os odores são capazes de provocar em nós efeitos fisiológicos mensuráveis como a modificação da taxa dos hormônios  que regulam o apetite, a produção de insulina, o nível de estresse, o desejo sexual, a temperatura...
Os óleos essenciais, graça aos seus cheiros, detém uma influência sobre  nossas emoções e comportamento. Por exemplo, sabemos que o odor da alfazema e do petitgrain acalmam, mas a essência vegetal por si só não é suficiente para se obter um resultado esperado. Se faz necessário a entrada em cena da noção de indivíduo. Para abordar os óleos essenciais desta maneira, antes de tudo, é necessário  se focalizar sobre sua própria pessoa e se manter à escuta de seus "instintos" e gostos. É evidente que se o odor de alfazema não lhe agrade ou não seja apropriado ao seu temperamento, este óleo não poderá lhe acalmar. Então, o oléo de Petitgrain lhe é mais apropriado.
Esteja sempre à escuta do seu "eu" e deixe-se influenciar por ele!

 A Aromateria Energética

Tal abordagem consiste em ver a essência vegetal de uma  maneira  diferente daquela que a ver  como uma simples combinação de moléculas químicas odorante, pois considera sempre o seu aspecto vibratório. D. Penöel, em sua obra L’Aromathérapie quantique (A Aromaterapia quântica), aborda este aspecto de uma forma metafórica : "Quando o raio do sol, que representa a forma de eneria mais elevada (luz, calor, magnetismo) atinge uma pedra, o que acontece? A pedra se esquenta. A energia nobre do raio solar se transforma  em calor. A noite chega, a pedra vai restituir o calor acumulado durante o dia, e tudo foi perdido! Mas quando o raio solar entre em contato com uma erva aromática, esta transforma a energia solar em óleo essencial, (...) que podemos extrair e fazer uso de suas propriedades energéticas e vibratórias.
A abordagem energética ,  longe de ser reconhecida pela medicina legal, não data de ontem. Medicinas como a  hindu e chinesa, que são milenares, se baseiam nesta visão.

Os acunputuristas, reflexólogos, certos osteopatas e aromaterapeutas se ocupam a pensar o que  no sintoma ( físico e psíquico) como resultado de bloqueios energéticos no interior de nosso corpo. Os óleos essenciais quando aplicados sobre certos pontos denominados "chakras" na medicina ayuvérdica e meridianos, na medicina chinesa, vão  segundo sua própria vibração,  agir como se fossem  agulhas de acunputura, fazendo circular a enérgia que até então estava  bloqueada.


Em suma,   mais que um simples binômio "sintomas-remédios", a saúde é um estado de equilíbrio sobre os planos físicos, psíquico e energético. Sobretudo, as doenças e sintomas físicos que aparecem subitamente muitas vezes estão ligados à desequilíbrios energéticos  e à causas psicológicas, pois o  ser humano é um ser inteiro, completo, nossas reações físicas e psíquicas-emocionais estão interligada, assim como também  nosso equilíbrio energético.
 Portanto seria mais interessante e conveniente combinar estas três e diferentes abordagens da Aromaterapia descritas aqui para tratar, e ainda melhor, prevenir os males  agindo sobre todos os planos. Por outro lado, cada ser humano não deixa de ser um indivíduo, então as essências vegetais irão  reequilibrar cada indivíduo conforme suas necessidades.

Para que o tratamento com os óleos essenciais funcione, ele demanda  apenas que o ser humano tome consciencia do  "ser" por inteiro, de sentir, conhecer as coisas e de deixá-las se expressar. Assim, na busca por um equilíbrio e uma saúde perfeita, tendo como pressuposto a  máxima "Conhece-te a ti mesmo", aconselhamos  se debruçar  sobre  estas três diferentes abordagens da Aromaterapia e trabalhar, experimentar, sentir, conhecer e tentar captar qual a "sua Aromaterapia", aquela que lhe faz bem. Não hesite em fazer um registro num caderno suas experiências. Você mudará, e suas necessidades também, sua Aromaterapia da mesma forma.
Paz e Luz!





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